quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Um eterno desbravador

Sentado a filosofar fico refletindo o que é amor.
Uma cerveja, uma conversa “jogada fora”, um sonzinho
E o meu pensando voando atrás do sentido
É como entrar numa floresta arisca
Pronta a te propor ouro ou cobra...

Vou adentrando, preocupado
Pois já conheço o começo, mas mesmo sabendo o caminho
Tomo todo cuidado, pois a floresta é vida e vive
E ninguém pode prever o que acontecerá

Tomo todo cuidado do mundo, olho para tudo,
Penso em cada movimento que darei.
Conforme entro, sinto medo e frio
Uma sensação de estar perdido,
Mesmo com mapa, estou sem direção.

Em busca do ouro me preocupo com a cobra
Aliás por ela já fui mordido...
Sorte que seu veneno não foi suficiente para me derrubar.

Olha a minha volta, sinto desespero
Será uma nova cobra no lugar do ouro?
Ou será o ouro...

Recuo imediatamente
Desesperado, com rapidez saio da floresta.
Medo.

Fujo para num novo dia voltar.
Quem sabe menos temeroso.
Coragem.

Assim vou levando a vida,
Como um eterno desbravador das selvas,
Em busca do momento para tomar o que é meu por conquista.
O ouro, Amor.

Sentado a filosofar fico refletindo o que é amor.
Uma cerveja, uma conversa “jogada” fora, um sonzinho
E o meu pensando voando de volta para casa
Sem ouro ou cobra,
Sem Amor.

Trovador Solitário - Sorocaba, SP - 2008

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